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A reforma tributária entra em fase de teste em 2026: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, federal) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, de estados e municípios) passam a ser destacados nas notas fiscais, com alíquotas de 0,9% e 0,1%. Quem cumpre essa obrigação de destacar os valores na nota fica dispensado do recolhimento, e qualquer valor pago é compensado com o PIS/Cofins devido.

Na prática, não há imposto a mais no ano-teste. MEI e empresas do Simples Nacional continuam pagando pelo DAS, sem mudança. A substituição completa de PIS, Cofins, ICMS e ISS pelos novos impostos vai até 2033.

Se você emite nota como PJ, vai cruzar com essas siglas novas em breve, se ainda não cruzou. A gente montou este guia pra você entender o que é cada imposto, o que muda em 2026 de verdade e o que fica pra depois. Sem juridiquês.

O que são CBS e IBS?

A reforma tributária, aprovada pela Emenda Constitucional 132 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, troca 5 tributos sobre consumo por 2 novos, no modelo de IVA (imposto sobre valor agregado, o padrão usado na maior parte do mundo):

Existe ainda um terceiro, o Imposto Seletivo, que incide só sobre produtos que fazem mal à saúde ou ao meio ambiente, como cigarro e bebida alcoólica. Pra maioria dos prestadores de serviço, ele não entra na conta.

A lógica do novo sistema é a não cumulatividade plena: o imposto pago em uma etapa vira crédito na etapa seguinte. Quem vende pra empresas passa a gerar crédito pro cliente, e isso muda a conversa de preço em contratos B2B.

O calendário da transição

A troca dos impostos é gradual e vai até 2033. O resumo:

AnoO que acontece
2026Ano-teste. CBS de 0,9% e IBS de 0,1% destacados na nota fiscal. Quem cumpre essa obrigação fica dispensado do recolhimento.
2027CBS entra pra valer e PIS/Cofins deixam de existir. Começa o Imposto Seletivo.
2029 a 2032ICMS e ISS diminuem ano a ano, enquanto o IBS sobe na mesma proporção.
2033Sistema novo completo. ICMS e ISS acabam.

A alíquota cheia de referência (CBS + IBS somados) ainda será fixada oficialmente, com estimativas em torno de 26,5% a 28%. A própria lei prevê mecanismo de trava: se a estimativa passar de 26,5%, o governo precisa propor ajustes pra segurar a carga.

O que muda na prática em 2026

Pouca coisa, e esse é o ponto que mais gera confusão. O ano de 2026 serve pra testar o sistema, não pra aumentar imposto. Três efeitos concretos:

Sou MEI. Preciso fazer alguma coisa?

Você continua pagando seu DAS mensal normalmente, com tudo incluído. O MEI não destaca CBS nem IBS e não participa do ano-teste. A reforma manteve o regime como está.

O que encosta em você é indireto: o emissor nacional de NFS-e vai refletindo as mudanças de leiaute, então a tela de emissão pode ganhar campos e nomes novos ao longo da transição. Nada disso altera o valor que você paga.

E quem está no Simples Nacional?

O Simples continua existindo e recolhendo pelo DAS, como hoje. A novidade é uma escolha: a empresa do Simples pode optar por recolher CBS e IBS “por fora” do regime, no sistema normal. Sem essa opção, o cliente empresa até recebe crédito, mas só do valor pago dentro do DAS, que é baixo. Recolhendo por fora, o crédito repassado é cheio, e seu preço fica mais competitivo pra clientes maiores. Pra quem vende pro consumidor final, tende a não compensar.

Essa decisão mexe com a sua carga tributária e pede conta feita caso a caso. É conversa pra ter com seu contador, com calma, antes de 2027.

Prestador de serviços: o que observar daqui pra frente

Serviços são o setor mais sensível da reforma. Hoje, um prestador no Lucro Presumido paga PIS/Cofins de 3,65% mais ISS de 2% a 5%. No sistema novo, a alíquota cheia é bem maior, mas com crédito amplo na cadeia. O efeito final depende de quem é o seu cliente:

Também vem aí o split payment: um mecanismo em que o imposto é separado do pagamento no momento da transação e vai direto pro governo, sem passar pelo seu caixa. Ele começa em fase de testes e é assunto pra um guia próprio.

O que fazer agora, em 3 passos: confirme com seu contador em qual regime sua empresa está e como fica o destaque na nota; atualize seu emissor ou sistema de gestão pros novos leiautes; e revise o preenchimento dos seus tributos aproximados e códigos de serviço na nota.

Estrutura em dia vale em qualquer sistema tributário

A reforma vai ocupar as conversas com seu contador pelos próximos anos. O papel da Hero nessa história é cuidar da base do seu CNPJ: endereço comercial e fiscal regularizados nas principais cidades do país, gestão de correspondências pelo app e suporte na legalização junto à prefeitura. Empresa com estrutura em dia atravessa transição de imposto sem susto. Mais de 57 mil PJs ativos já contam com a gente.

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