Atualizado em 27 de outubro de 2026 - 16:01
O reajuste da mensalidade dos planos de saúde empresariais segue regras diferentes dos planos individuais ou familiares. Ainda que exista mais viabilidade para negociação por se tratar de duas empresas (o CNPJ que contrata o convênio e a operadora de saúde), as autoridades ainda estabelecem normas para que os reajustes sejam justos para ambas as partes.
O percentual de beneficiários com planos de saúde coletivos empresariais é de aproximadamente 70% do total do setor, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Apesar do número expressivo de clientes, nem todos estão cientes de como funciona o reajuste de plano de saúde empresarial, nem quais fatores influenciam no valor e qual é o período de alteração de preço.
Colocar na ponta do lápis como funcionará a mudança do valor é uma maneira inteligente de cuidar da saúde financeira do seu negócio. Boa leitura!
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ToggleComo funciona o reajuste de plano de saúde empresarial?
Nos planos de saúde coletivos empresariais, o reajuste é aplicado de acordo com contrato estabelecido com a operadora, mas há requisitos específicos que precisam ser seguidos.
O reajuste de valor de plano de saúde empresarial é o aumento que as operadoras aplicam nos preços todos os anos, baseado em fatores como sinistralidade, que analisa quanto os usuários gastam com consultas e exames, inflação e custos médicos. Para ver os fatores com detalhes, continue a leitura.
Nos planos individuais e familiares, diferente dos planos empresariais, as operadoras devem aderir ao percentual de reajuste anual determinado pela ANS, que tem um limite máximo.
Nos planos coletivos, ainda que não exista limite máximo para a porcentagem do reajuste, as operadoras precisam justificar a mudança no valor. É necessário também comunicar as empresas contratantes com antecedência.
No âmbito do reajuste, há ainda uma distinção nas regras para as pequenas empresas, diferente das normas para as grandes companhias. Veja no detalhe:
Planos empresariais de até 29 vidas
Os contratos com menos de 30 vidas estão sujeitos a um agrupamento por operadora. Isso ocorre para que haja um percentual de reajuste anual único entre todos os CNPJs contratantes de uma mesma operadora.
Essa medida, conhecida como “Agrupamento de Contratos” foi instituída pela ANS com a intenção de diluir o risco desses pequenos contratos em um grupo maior. A ideia é proporcionar maior mutualismo e estabilidade aos percentuais de reajuste aplicados a contratos de pequeno porte.
O índice de reajuste único aplicado a todos os contratos agrupados deve ser divulgado pela própria operadora na internet no mês de maio de cada ano. A relação fica válida até abril do ano seguinte e pode ser aplicada a cada contrato nos respectivos meses de aniversários.
Planos empresariais com mais de 29 vidas
Já as cláusulas de reajuste dos planos coletivos com 30 ou mais beneficiários são estipuladas por livre negociação entre o CNPJ contratante e a operadora de saúde. Ainda que o acordo seja independente, o plano de saúde deve fornecer uma justificativa do percentual proposto junto dos cálculos realizados para que a contratante confira.
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Quais são os tipos de reajuste de plano de saúde empresarial?
1- Anual
Esse é o mais comum e segue a VCMH (Variação do Custo Médico Hospitalar), também chamado de inflação médica – como o nome já diz, acontece uma vez por ano. O preço do plano é modificado de acordo com fatores como crescimento dos custos de saúde, seja pelos materiais, procedimentos ou a inflação do setor.
Um exemplo de aplicação do VCMH é a mudança de uma técnica cirúrgica, que passa a ser utilizada como regra e é mais cara por ser mais tecnológica.
Nos planos coletivos empresariais com até 29 vidas, como apontado acima, a operadora deve agrupar todos os CNPJs contratantes e calcular um percentual de aumento anual único para todos.
2- Faixa etária
Esse reajuste acontece quando os beneficiários atingem determinadas faixas etárias. Os valores podem mudar conforme os usuários envelhecem, uma vez que isso impacta no aumento do risco e dos custos de assistência médica. As faixas etárias do plano de saúde são:
- 0 a 18 anos
- 19 a 23 anos
- 24 a 28 anos
- 29 a 33 anos
- 34 a 38 anos
- 39 a 43 anos
- 44 a 48 anos
- 49 a 53 anos
- 54 a 58 anos
- 59 anos ou mais
Portanto, à medida que o titular e seus dependentes ficam mais velhos e mudam de faixa etária, o valor do plano pode mudar. Exemplo: um dependente filho do beneficiário permanecerá na mesma faixa etária até completar 19 anos. Depois, provavelmente o preço da mensalidade dele irá aumentar.
Outro ponto importante é que o valor fixado para a última faixa etária em um plano de saúde não pode ser superior a seis vezes o valor da primeira. Essa regra está hoje na RN 563/2022 da ANS, que também determina que a variação acumulada entre a 7ª e a 10ª faixa não pode ser maior que a variação acumulada entre a 1ª e a 7ª. Isso ocorre com o intuito de responder uma demanda legislativa do “Estatuto do Idoso”, que visa a não discriminação dos idosos nos planos de saúde.
Pelo Estatuto da Pessoa Idosa, a mudança de faixa etária não pode gerar reajuste para quem tem 60 anos ou mais, e por isso a última faixa começa aos 59 anos. Para contratos assinados antes de 2004, o tema está no STF (Tema 381): em outubro de 2025, formou-se maioria para vedar o reajuste por idade também nesses contratos, mas o resultado ainda aguarda proclamação.
Veja como os dois reajustes se comparam:
| Critério | Reajuste anual | Reajuste por faixa etária |
|---|---|---|
| Quando acontece | Na data de aniversário do contrato | Quando o beneficiário muda de faixa etária |
| O que define o valor | Custos e sinistralidade do contrato. Com até 29 vidas, vale o percentual único do agrupamento da operadora | Tabela de faixas do contrato, dentro dos limites da RN 563/2022 |
| É negociável | Sim, em contratos com 30 ou mais vidas. Com até 29 vidas, não | Não, já está previsto em contrato |
3- Sinistralidade
A taxa de sinistralidade no plano de saúde empresarial é baseada em quanto os beneficiários estão utilizando o plano de saúde, de forma resumida. A sinistralidade é um cálculo feito para reequilibrar o custo que a operadora de saúde está tendo com seus clientes e o valor que todos os seus clientes pagam de mensalidade.
Assim, o reajuste tende a aumentar quando muitos usuários utilizam os serviços. Legalmente, a operadora pode justificar que o uso do plano está acima da média esperada e solicitar o reajuste por sinistralidade.
Um detalhe importante que poucos donos de PMEs (pequenas e médias empresas) sabem é o tal “agrupamento de contratos”, explicado anteriormente, que impacta bastante na taxa de sinistralidade. Os reajustes para todos os CNPJs com menos de 30 vidas devem seguir as mesmas porcentagens.
Assim, nesse grupo, que reúne os CNPJs com planos de saúde de até 29 beneficiários, o reajuste por sinistralidade é aplicado em todas essas empresas.
Isso significa que a taxa de utilização e gasto com o plano de saúde é dividido entre todos os CNPJs de até 29 pessoas que contratam o plano com uma operadora. Tanto para os CNPJs em que os funcionários usam pouco os serviços do convênio e quanto para os CNPJs em que os colaboradores utilizam muito os serviços do plano, o reajuste aplicado será o mesmo! Logicamente, esse reajuste acaba “beneficiando” aqueles que utilizam mais o plano de saúde.
Outros fatores que podem fazer com que a mensalidade mude
Há outras ocorrências que não são tipos de reajuste regulamentados pelas autoridades, mas que acontecem devido a um acordo entre ambas as partes e podem impactar o preço da mensalidade.
- Mudança de cobertura: se a empresa optar por incluir ou excluir serviços, o valor pode ser reajustado. As alterações devem ser acordadas por contrato.
- Por aditivo contratual: Em alguns casos, é possível negociar reajustes específicos por meio de ajustes no contrato, acordados com a operadora.
Quando ocorre reajuste em plano de saúde empresarial?
A atualização no valor acontece uma vez por ano, no aniversário do contrato. No plano de saúde empresarial com 30 vidas ou mais, a operadora deve entregar à empresa contratante a memória de cálculo e a metodologia do reajuste com no mínimo 30 dias de antecedência da data de aplicação. No plano empresarial com menos de 30 vidas, o percentual do agrupamento é publicado no site da operadora até o primeiro dia útil de maio e vale para os aniversários de maio a abril do ano seguinte. Em qualquer porte, o percentual aplicado deve constar no boleto ou na fatura, e a empresa pode pedir a memória de cálculo depois do reajuste: a operadora tem até 10 dias para entregar. É importante que as empresas revisem as condições do plano e verifiquem se a mudança está de acordo com as expectativas e regras da regulamentação.
👉 Veja também: Plano de saúde MEI: qual é o melhor? Compare coberturas, preços e diferenciais
Regras da ANS para o reajuste de planos empresariais
A ANS não define um teto para o reajuste dos planos empresariais, diferentemente dos planos individuais e familiares. A negociação ocorre diretamente entre a operadora e a empresa contratante, o que permite flexibilidade no cálculo. Contudo, a agência exige transparência e justificação detalhada para os reajustes aplicados. Segundo a ANS:
- As operadoras devem comunicar o percentual de reajuste aos beneficiários e à empresa com, pelo menos, 30 dias de antecedência.
- A ANS exige que os reajustes estejam detalhados em contrato, incluindo a metodologia de cálculo e os indicadores utilizados.
- A ausência de transparência ou aumentos abusivos podem ser denunciados à ANS para avaliação e providências.
- As faixas etárias e os valores de reajuste precisam estar previamente estabelecidos no contrato.
- A última faixa etária, que engloba beneficiários a partir de 59 anos, deve ser reajustada com base em parâmetros justos, evitando discriminação por idade.
- O percentual de aumento entre as faixas etárias mais baixas e a última faixa (acima de 59 anos) não pode ser excessivo.
Dessa forma, vale lembrar que nem sempre o reajuste proposto pela operadora é válido. Em abril de 2024, por exemplo, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) considerou um reajuste por sinistralidade como abusivo. Nesse caso, o tribunal retirou a aplicação desse reajuste por sinistralidade e aplicou o índice adotado pela ANS para planos individuais e familiares (que tem um limite máximo previsto pela ANS).
A agência também mantém um canal de atendimento para denúncias de abusos, o que ajuda a identificar e investigar situações de reajustes irregulares ou injustificados.
A ANS orienta que os beneficiários e empresas mantenham contato direto com a operadora para esclarecer dúvidas sobre os reajustes e, caso necessário, procurem orientação junto à agência para avaliar a possibilidade de renegociação ou denúncia.
💡 Saiba mais sobre a lei que regulamenta os planos de saúde no Brasil!
O reajuste de plano de saúde empresarial segue a ANS? Diferença entre empresarial, adesão e individual
O reajuste de plano de saúde empresarial segue regras da ANS, mas não tem teto definido pela ANS. O teto anual da ANS, de 5,11% no ciclo de maio de 2026 a abril de 2027, vale só para planos individuais e familiares. No plano de saúde empresarial pelo CNPJ e no coletivo por adesão, o percentual vem do contrato e das regras de agrupamento da RN 565/2022.
A ANS acompanha os reajustes coletivos: as operadoras informam os percentuais aplicados à agência. Mas quem define o índice do plano empresarial é a negociação entre empresa e operadora (30 vidas ou mais) ou o agrupamento de contratos (menos de 30 vidas).
| Critério | Empresarial pelo CNPJ | Coletivo por adesão | Individual ou familiar |
|---|---|---|---|
| Quem contrata | A empresa (inclusive MEI) para sócios, funcionários e dependentes | Pessoa física ligada a entidade de classe ou associação, com administradora de benefícios | A pessoa física, direto com a operadora |
| Teto da ANS no reajuste anual | Não tem | Não tem | Tem: 5,11% em 2026/2027 |
| Contrato com menos de 30 vidas | Agrupamento: mesmo percentual para todos os contratos pequenos da operadora | Também segue o agrupamento da RN 565/2022 | Não se aplica |
| Contrato com 30 vidas ou mais | Livre negociação entre empresa e operadora, com memória de cálculo | Negociação entre a entidade ou administradora e a operadora | Não se aplica |
| Reajuste por faixa etária | Sim, nas faixas previstas no contrato (RN 563/2022) | Sim | Sim |
| Frequência do reajuste anual | No aniversário, com no mínimo 12 meses entre reajustes | No aniversário, com no mínimo 12 meses | Uma vez por ano, no aniversário, após autorização da ANS |
Como funciona o agrupamento de contratos com menos de 30 vidas
O agrupamento de contratos é a regra que junta todos os planos coletivos com menos de 30 vidas de uma mesma operadora e aplica a eles um único percentual de reajuste. A norma vigente é a RN 565/2022, em vigor desde 1º de fevereiro de 2023, que revogou a antiga RN 309/2012.
- A quantidade de vidas é apurada no mês de aniversário do contrato, somando todos os planos do contrato.
- A operadora publica o percentual do agrupamento no próprio site até o primeiro dia útil de maio.
- O percentual vale para os contratos com aniversário de maio até abril do ano seguinte.
- O uso do plano por uma empresa pequena não muda sozinho o percentual dela: o risco é diluído entre todos os contratos do grupo.
Em 2026, a ANS discute mudanças nas regras de reajuste dos planos coletivos, como ampliar o limite de vidas do agrupamento. Até a data desta atualização, nenhuma norma nova foi publicada, e a RN 565/2022 segue valendo.
Reajuste anual e reajuste por faixa etária no mesmo ano
O plano de saúde empresarial pode ter os dois reajustes no mesmo ano, porque eles têm causas diferentes. O reajuste anual vale para o contrato inteiro na data de aniversário. O reajuste por faixa etária vale só para o beneficiário que mudou de faixa, no mês seguinte ao aniversário dele.
Exemplo ilustrativo: uma empresa paga R$ 1.000 por mês no plano de saúde empresarial pelo CNPJ. No aniversário do contrato, o reajuste anual é de 12%, e a mensalidade passa a R$ 1.120. Se, meses depois, um beneficiário completa 59 anos, a parte dele na mensalidade sobe pela tabela de faixa etária do contrato, além do reajuste anual.
Comparar esses 12% com o teto de 5,11% dos planos individuais não mostra o custo real. O preço de entrada do plano via CNPJ costuma ser menor: a Company Hero oferece até 40% de economia via CNPJ em comparação ao plano individual. Compare o valor final por mês, não só o percentual. Veja mais em coletivo por adesão ou empresarial pelo CNPJ: qual escolher.
Porcentagem de reajuste no plano empresarial por operadora em 2026
A ANS exige que cada operadora divulgue um percentual único de reajuste para os planos empresariais com até 29 vidas. Isso porque esses contratos seguem reajustes como um “grupo” dentro de cada operadora, como já explicado. Veja os percentuais de reajuste no plano empresarial por operadora (até 29 vidas) para contratos com aniversário entre maio de 2026 e abril de 2027:
- Amil: 11,98% (fonte: BenefíciosRH, maio/2026)
- Bradesco Saúde: 12,96% (fonte: BenefíciosRH, maio/2026)
- SulAmérica: 11,83% (fonte: BenefíciosRH, maio/2026)
- Porto Seguro Saúde: 12,47% (fonte: BenefíciosRH, maio/2026)
- NotreDame Intermédica: 12,90% (fonte: BenefíciosRH, maio/2026)
- Hapvida: 9,90% (fonte: BenefíciosRH, maio/2026)
- Alice: 11,20% (segundo a própria operadora; fonte: Alice, jun/2026)
- Outras operadoras: consulte o percentual do agrupamento publicado no site da própria operadora, divulgado até o primeiro dia útil de maio.
A ANS não divulga uma tabela oficial com os reajustes por operadora. Os percentuais acima foram divulgados pelas operadoras ou pela imprensa especializada e podem variar conforme o contrato.
Esses percentuais valem para contratos com aniversário entre maio de 2026 e abril de 2027. No ciclo anterior (maio de 2025 a abril de 2026), os reajustes dessas operadoras ficaram, em geral, entre 11,5% e 16%.
Se a sua operadora de saúde não está listada aqui, acesse a planilha divulgada pela ANS para procurá-la.
Os planos empresariais com 30 ou mais vidas não têm seus percentuais de reajuste divulgados pela ANS já que essas porcentagens podem variar conforme negociação feita entre cada CNPJ e a operadora, com mais liberdade entre os acordos – não há a regra de agrupamento como nos planos de empresas menores.
Qual é o reajuste médio dos planos de saúde no Brasil?
Segundo o último balanço divulgado pela ANS, o Brasil tem 52,97 milhões de beneficiários de planos de assistência médica. Desses, 44,49 milhões estão em planos coletivos (empresariais ou por adesão) e 8,45 milhões em planos individuais ou familiares, que representam 15,96% do mercado.
Os reajustes dos planos coletivos não são determinados pela ANS, diferente dos planos individuais, que têm um teto definido pela agência todos os anos.
O teto da ANS para os planos individuais foi de 6,06% em 2025 e é de 5,11% para contratos com aniversário entre maio de 2026 e abril de 2027. Já nos planos coletivos (empresariais e por adesão), segundo o painel de reajustes de planos coletivos da ANS divulgado em maio de 2026, o reajuste médio aplicado foi de 10,76% em 2025 e de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026.
Reajuste de plano de saúde empresarial nos últimos anos: o que a ANS publica
A ANS não publica percentuais de reajuste por operadora para o plano de saúde empresarial. O que a ANS publica é o teto anual dos planos individuais e familiares e um painel com a média dos reajustes coletivos. O teto individual serve como referência de mercado, mas não limita o reajuste do plano empresarial.
| Ciclo (maio a abril) | Teto da ANS para planos individuais e familiares |
|---|---|
| 2021/2022 | -8,19% |
| 2022/2023 | 15,50% |
| 2023/2024 | 9,63% |
| 2024/2025 | 6,91% |
| 2025/2026 | 6,06% |
| 2026/2027 | 5,11% |
Fonte: notas técnicas e comunicados de reajuste da ANS.
Nos planos coletivos, o painel da ANS divulgado em maio de 2026 também separa a média por porte. No início de 2026, a média foi de 13,48% nos contratos com até 29 vidas e de 8,71% nos contratos com 30 vidas ou mais.
Para saber os reajustes dos últimos anos do seu próprio contrato:
- Peça à operadora o histórico de reajustes do contrato, com o tipo de cada um (anual ou faixa etária).
- Se o contrato tem menos de 30 vidas, consulte no site da operadora o percentual do agrupamento de cada ano.
- Se o contrato tem 30 vidas ou mais, peça a memória de cálculo de cada reajuste aplicado.
Recebi o aviso de reajuste do plano de saúde empresarial: vale trocar de plano?
Trocar de plano vale a pena quando o novo valor do plano de saúde empresarial ficou acima do que o mercado oferece para a mesma rede e abrangência, e quando os beneficiários conseguem usar a portabilidade de carências para não cumprir carência de novo. Antes de decidir, confira se o reajuste respeita as regras e compare o valor final por mês, não só o percentual.
Checklist antes de trocar de plano
- Identifique no aviso ou no boleto o tipo de reajuste: anual, por faixa etária ou os dois.
- Contrato com menos de 30 vidas: compare o percentual com o do agrupamento publicado no site da operadora. Ele deve ser o mesmo para todos os contratos do grupo.
- Contrato com 30 vidas ou mais: peça a memória de cálculo e a metodologia. A operadora deve entregar esses documentos 30 dias antes da aplicação.
- Confira a data: o reajuste anual só pode ser aplicado no aniversário do contrato, com no mínimo 12 meses desde o último.
- Cote planos equivalentes: mesma rede de hospitais e laboratórios, abrangência regional ou nacional, acomodação e coparticipação. O simulador da Company Hero mostra opções via CNPJ.
- Verifique se cada beneficiário cumpre os requisitos da portabilidade de carências (veja abaixo).
- Liste quem está em tratamento, gestante, internado ou cumprindo carência ou cobertura parcial temporária (CPT). Quem está internado só pode pedir portabilidade depois da alta.
- Não cancele o plano atual antes de o novo começar. Pela RN 438/2018, o cancelamento do plano antigo deve ser pedido em até 5 dias depois do início da vigência do plano novo.
Portabilidade de carências: como trocar sem cumprir carência de novo
A portabilidade de carências é o direito de trocar de plano de saúde sem cumprir novas carências para as coberturas que o beneficiário já tinha. A regra está na RN 438/2018 da ANS e pode ser usada a qualquer momento do ano, depois de cumprido o prazo de permanência.
| Requisito da portabilidade | Regra da RN 438/2018 |
|---|---|
| Tempo no plano atual, 1ª portabilidade | 2 anos |
| Tempo no plano atual, com CPT por doença preexistente | 3 anos |
| Tempo no plano atual, a partir da 2ª portabilidade | 1 ano (2 anos se o plano novo tiver coberturas que o atual não tem) |
| Mensalidades | Em dia |
| Data do plano atual | Contratado após 1º/1/1999 ou adaptado à Lei 9.656/1998 |
| Faixa de preço | Igual ou inferior à do plano atual, exceto quando o plano atual e o novo são coletivos empresariais |
| Plano novo coletivo | O beneficiário precisa ter vínculo com a empresa contratante |
Na troca de um plano de saúde empresarial pelo CNPJ por outro plano empresarial, a faixa de preço não é exigida (RN 438/2018, art. 3º, § 6º). Os outros requisitos continuam valendo. A operadora nova só pode recusar o pedido, em até 10 dias, se faltar algum requisito. Coberturas que o plano antigo não tinha podem ter carência.
Com 30 vidas ou mais, o plano de saúde empresarial pelo CNPJ não exige carência de quem entra em até 30 dias da contratação ou do vínculo com a empresa (RN 557/2022). Abaixo de 30 vidas, a portabilidade é o caminho para não cumprir carência de novo. Veja o passo a passo em portabilidade de plano de saúde.
Vale adiar a contratação por causa do reajuste de fim de ano?
Adiar a contratação do plano de saúde empresarial para fugir do reajuste, em geral, não protege a empresa. Não existe um reajuste de fim de ano definido pela ANS para o plano empresarial: o reajuste anual acontece no aniversário de cada contrato. Um contrato novo só tem o primeiro reajuste anual 12 meses depois do início.
O que pode mudar sem data fixa é a tabela de preços que cada operadora usa para novos contratos. Quem espera também fica mais tempo sem cobertura e adia o início da contagem das carências.
Quando trocar de plano não compensa
- Quando um beneficiário faz tratamento contínuo com médico ou hospital que não está na rede do plano novo.
- Quando os beneficiários não cumprem o prazo de permanência da portabilidade e o contrato tem menos de 30 vidas: haverá carência no plano novo.
- Quando a diferença de preço é pequena e some com coparticipação maior ou rede menor.
- Quando o aumento veio da faixa etária: esse reajuste existe em qualquer operadora, porque está previsto no contrato.
- Quando há internação em curso: a portabilidade só pode ser pedida depois da alta.
Cada operadora analisa a proposta e a declaração de saúde antes de aceitar novos beneficiários, e a cobertura segue o que o contrato define. Para comparar o valor do plano atual com opções via CNPJ, use o simulador da Company Hero ou conheça o plano de saúde PJ.
Quais fatores influenciam o reajuste do plano de saúde empresarial?
A atualização do preço é influenciada por diversos fatores interligados. Um dos mais impactantes é a sinistralidade, que avalia a quantidade de vezes que os usuários utilizam os serviços de saúde. A partir do momento que o número de consultas, exames e tratamentos aumenta, os custos para a operadora sobem e o valor pago pelo contratante é atualizado.
Outro fator importante é a inflação do setor de saúde. Os custos de medicamentos, insumos e serviços médicos costumam aumentar a cada ano, e essa alta se reflete nos preços dos planos.
Mudanças na legislação também podem impactar os reajustes. Novas regras que ampliam coberturas ou exigem melhorias nos serviços podem acarretar custos adicionais que são repassados às empresas. A faixa etária dos beneficiários é outro ponto a ser considerado.
À medida que os colaboradores envelhecem, o risco de doenças e a utilização dos serviços aumentam, resultando em reajustes correspondentes.
Perguntas frequentes
O plano de saúde empresarial de 1 vida também entra no agrupamento?
Sim. Todo contrato coletivo com menos de 30 vidas, inclusive o de 1 vida, entra no agrupamento da operadora e recebe o mesmo percentual de reajuste anual dos outros contratos pequenos dela.
O MEI tem o mesmo reajuste das outras empresas pequenas?
Sim. O plano de saúde empresarial do MEI com menos de 30 vidas segue o percentual do agrupamento da operadora. Para contratar, o MEI precisa de 6 meses de CNPJ regular, com comprovação anual.
Trocar de operadora muda a data do reajuste?
Sim. O contrato novo tem nova data de aniversário, e o primeiro reajuste anual só acontece 12 meses depois do início da vigência.
Preciso esperar o aniversário do contrato para fazer portabilidade?
Não. A portabilidade de carências pode ser pedida a qualquer momento do ano, desde que o beneficiário tenha cumprido o prazo de permanência e os demais requisitos da RN 438/2018.



