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Contratar um plano de saúde exige comparar modalidades, coberturas, rede credenciada, carências e custos. Entenda como fazer um plano de saúde, quais documentos apresentar e o que analisar antes de assinar o contrato.

Ter assistência médica privada pode facilitar o acesso a consultas, exames e outros atendimentos previstos no contrato. No entanto, escolher um plano de saúde apenas pelo preço pode resultar em uma rede insuficiente, cobertura incompatível com as necessidades dos beneficiários ou despesas adicionais não consideradas no orçamento.

Antes da contratação, é preciso definir quem será incluído, em quais cidades o plano será utilizado, quais hospitais e laboratórios são importantes e quanto pode ser destinado mensalmente ao serviço. Também é necessário verificar carências, coparticipação, regras de reajuste e condições de cancelamento.

Neste guia, você entenderá como fazer um plano de saúde, quais são as modalidades disponíveis e o que avaliar para contratar uma opção adequada ao seu perfil.

Como fazer um plano de saúde?

Para fazer um plano de saúde, o primeiro passo é identificar a modalidade de contratação disponível para você. Em seguida, é necessário definir os beneficiários, escolher a cobertura e a abrangência geográfica, consultar a rede credenciada, comparar custos e carências, verificar o registro do plano na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e apresentar os documentos solicitados.

O processo pode ser realizado diretamente com a operadora ou por meio de um corretor autorizado. Dependendo da modalidade, a contratação também pode envolver uma empresa, associação, sindicato ou administradora de benefícios.

Confira o passo a passo:

  1. defina quem será incluído no plano;
  2. escolha a modalidade de contratação;
  3. analise o tipo de cobertura;
  4. determine a abrangência geográfica;
  5. verifique hospitais, clínicas e laboratórios;
  6. compare planos com e sem coparticipação;
  7. confira as carências;
  8. consulte o registro da operadora e do produto;
  9. separe os documentos;
  10. leia o contrato antes de assinar.

O que é necessário para fazer um plano de saúde?

Para contratar um plano de saúde, é necessário apresentar documentos pessoais e comprovar a elegibilidade para a modalidade escolhida.

Em um plano individual ou familiar, normalmente são solicitados:

Em planos empresariais, também podem ser exigidos:

A lista pode variar conforme a operadora e o contrato. Também pode ser necessário preencher uma declaração de saúde com informações sobre doenças ou lesões de conhecimento prévio do beneficiário.

Essa declaração deve ser preenchida corretamente. A omissão intencional de uma condição de saúde pode gerar questionamentos e consequências contratuais posteriores.

Quais são os tipos de plano de saúde?

As modalidades são definidas principalmente pela forma de contratação. Cada uma possui regras próprias de elegibilidade, reajuste, permanência e cancelamento.

Plano individual ou familiar

O plano individual ou familiar é contratado por uma pessoa física diretamente com a operadora ou por intermédio de um corretor autorizado. O contrato pode atender somente o titular ou incluir integrantes do grupo familiar.

A disponibilidade dessa modalidade depende dos produtos comercializados pelas operadoras na região.

Plano coletivo empresarial

O plano coletivo empresarial é contratado por uma empresa para pessoas que possuem vínculo empregatício, societário ou empresarial, além dos dependentes elegíveis.

Empresários individuais e microempreendedores individuais também podem contratar determinados planos empresariais, desde que tenham registro ativo e atendam às exigências da operadora e da regulamentação. Ter um CNPJ, portanto, não garante automaticamente a contratação.

Plano coletivo por adesão

O plano coletivo por adesão é destinado a pessoas vinculadas a uma associação profissional, sindicato, conselho ou entidade de classe que ofereça essa modalidade.

O consumidor deve comprovar o vínculo com a entidade contratante. Não é possível aderir legitimamente apenas porque o preço parece vantajoso.

Como definir o plano adequado às suas necessidades?

Não existe um único plano adequado para todas as pessoas. A escolha depende do perfil de uso, da localização, da composição familiar e do orçamento disponível.

Defina quem será incluído

Comece identificando quantas pessoas precisam de cobertura e a idade de cada beneficiário.

Considere também:

Essas informações ajudam a estabelecer quais características realmente precisam estar presentes no contrato.

Avalie o orçamento completo

A mensalidade não é o único custo de um plano de saúde. Também devem ser considerados:

Um plano inicialmente mais barato pode não representar o menor custo total caso tenha coparticipações elevadas ou uma rede que obrigue o beneficiário a buscar atendimento particular.

Quais coberturas um plano de saúde pode oferecer?

A cobertura depende da segmentação assistencial contratada. Os principais tipos são:

Cobertura ambulatorial

Inclui atendimentos realizados sem internação, conforme o contrato e o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde aplicável. Pode abranger consultas, exames, terapias e procedimentos ambulatoriais.

Cobertura hospitalar sem obstetrícia

Abrange internações hospitalares e os procedimentos previstos para essa segmentação, mas não inclui a cobertura obstétrica vinculada ao parto.

Cobertura hospitalar com obstetrícia

Além das internações hospitalares, inclui a atenção ao parto e as coberturas relacionadas previstas na regulamentação.

Cobertura odontológica

Inclui procedimentos odontológicos previstos no contrato e na cobertura obrigatória correspondente.

Plano referência

O plano referência reúne cobertura ambulatorial e hospitalar com obstetrícia, conforme as regras regulatórias aplicáveis.

As segmentações também podem ser combinadas. Por isso, não se deve presumir que qualquer plano cubra consultas, internações, parto e atendimento odontológico. A cobertura deve ser conferida no contrato e nos materiais oficiais do produto.

Como escolher a abrangência geográfica?

A abrangência define a área em que o beneficiário poderá utilizar a rede contratada. Ela pode ser:

Um plano regional pode ser adequado para quem utiliza os serviços apenas em uma cidade ou região específica. Já quem viaja com frequência ou possui familiares em diferentes estados pode precisar de uma cobertura mais ampla.

No entanto, ter abrangência nacional não significa necessariamente contar com uma rede extensa em todos os municípios. É preciso consultar os prestadores disponíveis nos locais onde o plano será utilizado.

Plano com ou sem coparticipação: qual escolher?

No plano com coparticipação, além da mensalidade, o beneficiário paga uma parte do custo de determinados atendimentos quando utiliza o serviço.

Essa cobrança pode incidir sobre:

Já no plano sem coparticipação, não há uma cobrança adicional por cada utilização nos mesmos moldes, embora possam existir outras condições financeiras previstas.

Planos com coparticipação podem apresentar mensalidades menores, mas isso não significa que sempre sejam mais econômicos. Para quem utiliza consultas, terapias ou exames com frequência, as cobranças adicionais podem elevar o custo mensal.

Antes de decidir, solicite a tabela de coparticipação e confira:

Como funciona a carência do plano de saúde?

Carência é o período que pode existir entre a contratação e o momento em que determinadas coberturas ficam disponíveis.

Os prazos devem constar no contrato. A ANS estabelece limites máximos, mas a operadora pode oferecer períodos menores ou até isenção em determinadas condições comerciais e contratuais.

Os limites gerais incluem:

As regras podem variar conforme a modalidade e a situação da contratação. Em determinados contratos coletivos empresariais com 30 ou mais beneficiários, por exemplo, pode haver dispensa de carência para quem ingressa dentro dos prazos regulatórios.

Por isso, não aceite apenas a informação verbal de que o plano “não tem carência”. Solicite a condição por escrito e confirme a quais procedimentos a isenção se aplica.

Quanto custa fazer um plano de saúde?

Não existe um valor único ou uma média que represente adequadamente todos os planos disponíveis no Brasil.

O preço varia conforme:

Por esse motivo, valores genéricos encontrados na internet podem não corresponder às opções disponíveis para o perfil do consumidor.

A comparação deve considerar não apenas a mensalidade inicial, mas também coparticipações, regras de reajuste, abrangência e capacidade de manter o pagamento no longo prazo.

Como consultar a operadora e o plano na ANS?

Antes de assinar, confirme se a operadora está regular e se o produto possui registro na Agência Nacional de Saúde Suplementar.

O Guia ANS de Planos de Saúde permite pesquisar e comparar produtos disponíveis no mercado, inclusive de acordo com o local de contratação. A ferramenta também pode ser usada por beneficiários que desejam avaliar a portabilidade de carências.

Na consulta, verifique:

A existência de uma operadora registrada não significa que qualquer oferta apresentada em seu nome seja legítima. Confirme também os dados do corretor, da administradora e do canal utilizado na contratação.

Passo a passo para contratar um plano de saúde

1. Mapeie suas necessidades

Defina beneficiários, cidades de atendimento, frequência de uso, hospitais desejados e limite de orçamento.

2. Identifique as modalidades disponíveis

Verifique se você pode contratar um plano individual, familiar, empresarial ou coletivo por adesão. Compare contratos equivalentes, pois as regras são diferentes.

3. Pesquise planos comercializados na região

Use canais oficiais das operadoras, corretores autorizados e o Guia ANS para identificar os produtos disponíveis.

4. Compare a cobertura e a abrangência

Confirme se o plano é ambulatorial, hospitalar, obstétrico, odontológico ou uma combinação dessas coberturas. Verifique também onde a rede pode ser utilizada.

5. Analise a rede credenciada

Confira os prestadores vinculados ao produto específico. Não baseie a decisão apenas no nome da operadora.

6. Consulte carências e coparticipações

Solicite os prazos e os valores por escrito. Avalie quanto poderá ser cobrado nos meses de maior utilização.

7. Confira reajustes e condições de permanência

As regras variam entre planos individuais e coletivos. Nos contratos coletivos, inclusive, existem critérios próprios para grupos com menos de 30 beneficiários e para grupos maiores.

8. Verifique a regularidade da oferta

Consulte a operadora e o produto na ANS. Confirme também a identidade de quem está intermediando a contratação.

9. Envie os documentos

Apresente os documentos pessoais, familiares ou empresariais exigidos. Preencha a declaração de saúde com informações corretas.

10. Leia o contrato antes de assinar

Confira se a proposta corresponde ao que foi informado durante a negociação. Não se limite ao resumo comercial.

Verifique:

11. Guarde os comprovantes

Mantenha uma cópia da proposta, do contrato, dos materiais da oferta, dos comprovantes de pagamento e das conversas relevantes.

A carteirinha pode ser física ou digital. O pagamento ou o recebimento da carteirinha, por si só, não elimina os períodos de carência previstos no contrato.

É possível fazer plano de saúde pelo MEI?

Sim. O microempreendedor individual pode contratar determinados planos coletivos empresariais quando possui registro ativo e atende aos requisitos da operadora.

Podem ser solicitados documentos que comprovem:

Também é necessário observar o número mínimo de vidas exigido, as carências, as regras de reajuste e as condições de permanência.

Não é correto afirmar que o plano pelo CNPJ será sempre mais barato ou terá menos carência. Essas condições dependem da operadora, da quantidade de beneficiários e do contrato.

É possível trocar de plano sem cumprir novas carências?

A portabilidade de carências permite que o beneficiário mude para outro plano sem cumprir novamente determinados períodos de carência ou cobertura parcial temporária, desde que atenda aos requisitos estabelecidos.

Entre os fatores analisados podem estar:

O plano atual não deve ser cancelado antes da conclusão do processo. A consulta de produtos compatíveis pode ser feita pelo Guia ANS.

O que analisar antes de contratar um plano de saúde?

Antes de tomar a decisão, responda:

Se uma dessas informações não estiver disponível, solicite esclarecimentos antes de assinar.

Faça uma escolha adequada às necessidades da sua empresa

Entender como fazer um plano de saúde envolve mais do que encontrar uma mensalidade aparentemente vantajosa. É necessário comparar cobertura, rede credenciada, abrangência, coparticipação, carências, regras de reajuste e condições contratuais.

Esses cuidados ajudam a evitar que a empresa e os beneficiários descubram limitações apenas quando precisarem utilizar o serviço. Também permitem avaliar se o custo do benefício poderá ser mantido no orçamento ao longo do tempo.

Na Company Hero, empresas e profissionais com CNPJ podem comparar opções de plano de saúde PJ de acordo com o número de beneficiários, a localização e o orçamento disponível. Solicite uma cotação e analise as condições de cada produto antes de contratar.

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