Resumo: quem é CLT continua recebendo salário, tem plano de saúde da empresa e INSS quando precisa se afastar, sem precisar pensar nisso. Quem é PJ não tem esse pacote automático. A Hero oferece dois seguros para fechar essa conta: a Proteção de Renda, com a Unimed Seguradora (na prática, um seguro de vida com diária por incapacidade temporária, também chamada de DIT), que paga uma renda quando você fica doente ou se sofre um acidente e não pode trabalhar, e a Proteção Pessoal, com a Tokio Marine (na prática, um seguro contra acidentes pessoais), que protege você e sua família se um acidente for grave demais. Juntos, eles aproximam o PJ da rede de segurança que o CLT já tem embutida no contrato de trabalho.
Trocar CLT por PJ costuma vir com um discurso bonito sobre liberdade e sobre ganhar mais. E na maioria das vezes é verdade. Só que ninguém te conta a parte de trás: o dia em que você fica doente, ou machuca o pé numa escada, e o mês simplesmente para de gerar receita. Não tem 13º, não tem FGTS, e o auxílio-doença do INSS, quando existe, não é automático como é para quem tem carteira assinada.
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ToggleO que o CLT tem e o PJ não tem por padrão
Todo trabalhador com carteira assinada tem direito ao auxílio-doença desde o primeiro dia de trabalho: a empresa paga o salário integral nos primeiros 15 dias de afastamento, e a partir do 16º dia o INSS assume o pagamento, num valor que corresponde a 91% da média salarial, limitado ao teto do INSS (R$ 8.475,55 em 2026). É automático, porque a empresa já recolhe a contribuição todo mês, sem o trabalhador precisar fazer nada.
O PJ pode ter esse mesmo direito, mas só se contribuir ao INSS como contribuinte individual, todo mês, e ainda assim precisa esperar 12 meses de contribuição antes de poder pedir o benefício, exceto em casos de acidente ou de algumas doenças graves específicas. E tem outro detalhe que costuma pegar o PJ de surpresa: o valor do benefício é calculado sobre o que você declarou como base de contribuição, não sobre o que sua empresa faturou. Como muitos PJs declaram um pró-labore bem menor do que o faturamento real, por questão tributária, o auxílio-doença, quando sai, costuma ser uma fração pequena da renda de verdade.
Ou seja: não é que o PJ não tenha nenhum caminho. É que esse caminho depende de disciplina de contribuição, tem carência longa, e paga pouco perto do que a pessoa realmente ganha. Na prática, pra a maioria dos PJs, é como não ter nada.
Proteção de Renda: renda garantida quando você não pode trabalhar
A Proteção de Renda é a resposta da Hero para esse ponto cego, contratada com a Unimed Seguradora. Na prática, é um seguro de vida com diária por incapacidade temporária, a chamada DIT: se você ficar afastado por doença ou acidente, a partir do 11º dia a seguradora começa a pagar uma renda diária, calculada sobre a renda mensal que você mesmo declarou na contratação, não sobre um pró-labore artificialmente baixo.
Funciona assim: os 10 primeiros dias de afastamento são a franquia, um período curto que fica por sua conta, parecido com os 15 dias que o empregador paga no CLT. Depois disso, a Unimed Seguradora assume o pagamento, e ele pode durar até 365 dias seguidos de afastamento.
A cobertura muda um pouco dependendo da causa:
- Acidente: não tem carência nenhuma. Se você contratou hoje e se machucou amanhã, já está protegido.
- Doença: tem carência de 30 dias a partir da contratação. É bem menos do que os 12 meses que o INSS exige do contribuinte individual.
E tem um adicional que muita gente não percebe de cara: junto com a Proteção de Renda vem um seguro de vida, que garante um valor à sua família em caso de morte, seja ela natural ou por acidente. O contrato de Proteção de Renda, incluindo o seguro de vida que vem junto, é da Unimed Seguradora. A Hero cuida da contratação e do suporte, do mesmo jeito que faz com a Proteção Pessoal.
Duas coisas importantes ficam de fora dessa cobertura, e é melhor você já saber disso do que descobrir na hora do sinistro: lesões por esforço repetitivo, como LER e DORT, e problemas de coluna, hérnia ou varizes não são cobertos, mesmo que te deixem afastado. Se o seu trabalho envolve movimento repetitivo (digitação intensa, uso constante do mouse, trabalho manual repetitivo) ou você já teve algum diagnóstico nessa linha, vale conversar com a gente antes de contratar, pra entender exatamente o que está e o que não está protegido. Se quiser se aprofundar, veja os 5 benefícios da Proteção de Renda no nosso blog.
Proteção Pessoal: o seguro contra o acidente que muda tudo
A Proteção Pessoal é diferente. Na prática, é um seguro de acidentes pessoais: ela não paga renda, e não cobre doença, nenhuma, de nenhum tipo. Ela existe para um cenário específico e mais grave: um acidente que cause invalidez permanente ou morte.
Invalidez permanente, aqui, quer dizer perder, de forma definitiva, parte ou toda a capacidade de fazer o seu trabalho. Pode ser algo parcial, como a perda de um dedo ou a redução de movimento de um braço, ou algo maior, como a perda de uma mão ou da visão de um olho.
Quando isso acontece, a Tokio Marine paga uma indenização única, de até R$ 100.000, mais até R$ 7.000 de auxílio funeral em caso de morte. Não é dinheiro que substitui sua renda mês a mês, é um valor para você (ou sua família) atravessar a reorganização que um acidente grave exige, sem que a conta caia toda de uma vez sobre a reserva de emergência ou sobre um empréstimo.
É um cenário raro, e a gente sinceramente torce para que continue raro na sua vida. Mas é justamente por ser raro que essa cobertura custa pouco. É a proteção clássica de “esperar não precisar, mas estar coberto se precisar”.
A contratação é 100% digital, leva menos de dois minutos, e não tem carência nenhuma: você contrata hoje e já está coberto. O seguro é da Tokio Marine, uma das maiores seguradoras do país, e a Hero cuida do contrato, do suporte e de te ajudar a acionar se um dia for preciso. Quer entender o que é Seguro de Acidentes Pessoais? Confira o artigo completo sobre Seguro de Acidentes Pessoais no nosso blog.
Proteção de Renda ou Proteção Pessoal: qual contratar primeiro?
Se você só pudesse escolher uma, a resposta depende do que te tira mais o sono. Se a sua maior preocupação é “e se eu ficar um mês sem poder trabalhar por causa de uma gripe forte, uma cirurgia simples ou uma fratura”, a Proteção de Renda resolve isso, porque cobre o dia a dia mais provável. Se a sua preocupação é o cenário mais grave e mais raro, um acidente sério que muda a vida da família, a Proteção Pessoal é o seguro certo.
A boa notícia é que elas não competem entre si. Dá pra ter as duas, e juntas elas cobrem o espectro inteiro: do afastamento comum ao acidente grave, com o mesmo tipo de rede de proteção que o CLT já tem por lei.
Leia também: Plano de Saúde Empresarial PJ: guia completo
| Proteção de Renda | Proteção Pessoal | |
|---|---|---|
| O que cobre | Doença ou acidente que te afasta do trabalho | Só acidente, quando causa invalidez ou morte |
| Como paga | Renda mensal, enquanto durar o afastamento | Um valor único, de uma vez |
| Valor | 12× a renda mensal declarada | Até R$ 100.000 |
| Auxílio funeral | Até R$ 5.000 | Até R$ 7.000 |
| Quando começa a pagar | A partir do 11º dia de afastamento | Assim que o sinistro é aprovado, sem franquia |
| Carência | 30 dias para doença, nenhuma para acidente | Nenhuma, vale desde a contratação |
| Cobre morte natural | Sim, pelo seguro de vida incluso | Não |
| Cobre LER, DORT, coluna, hérnia | Não | Não se aplica, esse produto não trata de doença |
Perguntas frequentes
PJ tem direito a auxílio-doença do INSS?
Só se contribuir voluntariamente como contribuinte individual, com pelo menos 12 meses de contribuição, exceto em caso de acidente ou de algumas doenças graves. E o valor do benefício é calculado sobre o que foi declarado como base de contribuição, quase sempre bem menor do que o faturamento real do PJ. Isso é diferente da Proteção de Renda: ela é um seguro privado contratado com a Unimed Seguradora, não um benefício do INSS, e por isso não depende de tempo de contribuição nem de carência de 12 meses.
Posso contratar os dois seguros ao mesmo tempo?
Sim. Eles cobrem situações diferentes e se complementam: a Proteção de Renda cuida da sua renda no dia a dia, a Proteção Pessoal cuida do pior cenário.
A Proteção de Renda cobre LER e DORT?
Não. Lesões por esforço repetitivo, problemas de coluna, hérnia e varizes são exclusões específicas do contrato, mesmo que causem afastamento do trabalho.
A partir de quando a Proteção de Renda começa a pagar?
A partir do 11º dia de afastamento contínuo. Os 10 primeiros dias são a franquia, e não são pagos.
A Proteção Pessoal cobre doença?
Não. Ela cobre exclusivamente acidentes que causem invalidez permanente ou morte.
Tem carência para contratar?
Na Proteção Pessoal, não, a cobertura começa no dia da contratação. Na Proteção de Renda, não há carência para acidente, e há 30 dias de carência para doença.
A Proteção de Renda é o mesmo que DIT?
Sim. Proteção de Renda é o nome comercial que a Hero dá para o seguro de vida com Diária de Incapacidade Temporária (DIT), contratado com a Unimed Seguradora.
A Proteção Pessoal é o mesmo que seguro de acidentes pessoais?
Sim. Proteção Pessoal é o nome comercial que a Hero dá para o seguro de acidentes pessoais (APC), contratado com a Tokio Marine.

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Se você é PJ, o CLT já teve essa proteção o tempo todo. Agora você também tem, e decide em quanto tempo quiser.