Resumo rápido: A tabela SUSEP de invalidez define o percentual do capital segurado pago para cada lesão permanente causada por acidente. A conta é: percentual da tabela × grau da perda × capital. Com capital de R$ 100 mil, a perda total do uso de uma mão paga R$ 60 mil, e a de um dedo indicador, R$ 15 mil. Lesões de um mesmo acidente se somam, até 100%.
Principais pontos:
- A tabela SUSEP de invalidez nasceu de uma circular da SUSEP e hoje faz parte das Condições Gerais de cada seguro de acidentes pessoais.
- Perda total paga o percentual cheio da tabela; perda parcial paga o percentual proporcional ao grau de redução da função.
- A soma de várias lesões do mesmo acidente não passa de 100% do capital.
- Perda de dentes e danos estéticos não geram indenização por invalidez.
“Invalidez parcial proporcional ao grau” é uma frase que aparece em quase toda apólice e que quase ninguém sabe traduzir em dinheiro. Este guia traduz. Os percentuais abaixo são os das Condições Gerais do Seguro de Acidentes Pessoais Coletivo da Tokio Marine (Processo SUSEP nº 005-00306/00, versão outubro/2025), que é a seguradora da Proteção Pessoal da Hero.
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ToggleO que é a tabela SUSEP de invalidez?
A Tabela SUSEP de invalidez diz quanto o seguro paga por cada tipo de invalidez permanente causada por acidente. Ela foi padronizada pela Circular SUSEP nº 29, de 1991, que regulava o seguro de acidentes pessoais e trazia a tabela de percentuais. Essa circular já foi revogada, mas o mercado continua chamando de “tabela SUSEP” a tabela que cada seguradora inclui nas Condições Gerais registradas na SUSEP. Por isso, a fonte que vale para o seu seguro é sempre a Condição Geral do seu produto.
Qual a diferença entre invalidez permanente total e parcial?
Invalidez total é a perda completa e definitiva de funções que impedem a vida independente, como a perda da visão dos dois olhos ou do uso das duas mãos, e paga 100% do capital. Invalidez parcial é a perda, total ou parcial, de um membro ou órgão específico, como um dedo ou a visão de um olho, e paga um percentual do capital.
Como o seguro calcula a indenização por invalidez parcial?
A fórmula tem três partes: percentual da tabela × grau da perda × capital segurado.
- Se a função do membro foi perdida por completo, o grau é 100% e vale o percentual cheio da tabela.
- Se a perda foi parcial, o percentual da tabela é multiplicado pelo grau de redução funcional informado no laudo.
- Se o laudo só indicar o grau como máximo, médio ou mínimo, as Condições Gerais usam 75%, 50% e 25%, respectivamente.
- Lesões em casos que a tabela não lista são avaliadas pela diminuição permanente da capacidade física, independentemente da profissão.
Tabela SUSEP de invalidez em reais (capital de R$ 100 mil)
Os valores abaixo aplicam os percentuais das Condições Gerais da Tokio Marine ao capital da Proteção Pessoal da Hero, de até R$ 100 mil.
| Tipo | Lesão permanente (perda total do uso) | % do capital | Indenização com R$ 100 mil |
|---|---|---|---|
| Total | Visão dos dois olhos; ambos os braços; ambas as pernas; ambas as mãos; ambos os pés; um braço e uma perna; uma mão e um pé; alienação mental incurável | 100% | R$ 100.000 |
| Diversas | Visão de um olho, quando já não havia a outra | 70% | R$ 70.000 |
| Diversas | Mudez incurável | 50% | R$ 50.000 |
| Diversas | Surdez total incurável dos dois ouvidos | 40% | R$ 40.000 |
| Diversas | Visão de um olho | 30% | R$ 30.000 |
| Diversas | Imobilidade do segmento tóraco-lombo-sacro da coluna | 25% | R$ 25.000 |
| Diversas | Surdez de um ouvido; fratura não consolidada do maxilar inferior; imobilidade do segmento cervical da coluna | 20% | R$ 20.000 |
| Membros superiores | Um braço | 70% | R$ 70.000 |
| Membros superiores | Uma mão | 60% | R$ 60.000 |
| Membros superiores | Fratura não consolidada de um úmero | 50% | R$ 50.000 |
| Membros superiores | Fratura não consolidada do rádio e da ulna (antebraço) | 30% | R$ 30.000 |
| Membros superiores | Anquilose total de um ombro ou de um cotovelo; um polegar, incluindo o metacarpiano | 25% | R$ 25.000 |
| Membros superiores | Anquilose total de um punho | 20% | R$ 20.000 |
| Membros superiores | Um polegar, sem o metacarpiano | 18% | R$ 18.000 |
| Membros superiores | Um indicador | 15% | R$ 15.000 |
| Membros superiores | Um dedo mínimo ou um dedo médio | 12% | R$ 12.000 |
| Membros superiores | Falange distal do polegar; um anular | 9% | R$ 9.000 |
| Membros superiores | Qualquer falange, exceto do polegar | 1/3 do valor do dedo | De R$ 3.000 a R$ 5.000 |
| Membros inferiores | Uma perna | 70% | R$ 70.000 |
| Membros inferiores | Um pé; fratura não consolidada de um fêmur | 50% | R$ 50.000 |
| Membros inferiores | Fratura não consolidada da tíbia e da fíbula; perda parcial de um pé (todos os dedos e parte do pé) | 25% | R$ 25.000 |
| Membros inferiores | Fratura não consolidada da rótula ou de um pé; anquilose total de um joelho, tornozelo ou quadril | 20% | R$ 20.000 |
| Membros inferiores | Encurtamento de uma perna em 5 cm ou mais | 15% | R$ 15.000 |
| Membros inferiores | Amputação do dedão do pé; encurtamento de uma perna em 4 cm | 10% | R$ 10.000 |
| Membros inferiores | Encurtamento de uma perna em 3 cm | 6% | R$ 6.000 |
| Membros inferiores | Amputação de qualquer outro dedo do pé | 3% | R$ 3.000 |
Encurtamento de perna menor que 3 cm não gera indenização. A perda de uma falange do dedão do pé vale metade do valor do dedo; a dos demais dedos do pé, um terço.
Quanto o seguro paga na prática? 4 exemplos de cálculo
- Perda total do uso de uma mão em acidente de moto. 60% × 100% × R$ 100.000 = R$ 60.000.
- Redução de metade da função de uma mão. O laudo indica grau médio, que as Condições Gerais tratam como 50%. 60% × 50% × R$ 100.000 = R$ 30.000.
- Perda de um indicador e de um dedo médio da mesma mão, no mesmo acidente. 15% + 12% = 27%. Como as lesões estão no mesmo membro, a soma não pode passar dos 60% da mão inteira. Indenização: R$ 27.000.
- Fratura que deixa uma perna 4 cm mais curta. 10% × R$ 100.000 = R$ 10.000.
A profissão muda o valor da indenização?
Não. Os percentuais da tabela SUSEP de invalidez são os mesmos para qualquer pessoa, e as Condições Gerais deixam claro que, nos casos não listados, a avaliação considera a diminuição da capacidade física independentemente da profissão. Um dentista e um advogado que perdem o uso de um dedo indicador recebem os mesmos 15% do capital, mesmo que, para o dentista, a lesão tenha um impacto muito maior no trabalho.
Esse é um ponto que pesa na escolha das proteções: o seguro de acidentes pessoais indeniza a lesão, não a perda de faturamento. Quem depende de uma habilidade física específica costuma combinar a indenização com uma proteção de renda para o período de afastamento e com reserva para a fase de readaptação.
Como funciona o desconto de uma lesão que já existia?
O grau de invalidez que já existia antes do acidente é descontado do grau final. Exemplo: um indicador que já tinha perdido 50% da função antes do acidente e passa a ter perda total. O grau indenizado é 100% − 50% = 50%. A conta fica 15% × 50% × R$ 100.000 = R$ 7.500. Por isso, vale declarar lesões antigas na contratação e guardar exames que mostrem o estado anterior.
Quem avalia o grau de invalidez?
O grau é definido por laudo médico, feito em consulta presencial, depois da alta médica definitiva, quando não há mais tratamento capaz de recuperar a função. A seguradora pode pedir um exame próprio para confirmar a invalidez e o grau, e a recusa em fazer esse exame pode levar ao não pagamento. Três regras das Condições Gerais costumam surpreender:
- Aposentadoria por invalidez do INSS não basta. Ela não caracteriza, por si só, a invalidez prevista no seguro.
- Lesão preexistente é descontada. Se o membro já tinha perda de função antes do acidente, esse grau é deduzido.
- Dentes e estética não contam. A perda de dentes e os danos estéticos não dão direito à indenização por invalidez.
E depois de receber uma indenização parcial, o seguro continua valendo?
Sim. Na Proteção Pessoal, o capital é reintegrado automaticamente depois de uma indenização por invalidez parcial, sem custo extra, para um novo acidente. A exceção são as invalidezes ligadas ao mesmo acidente já indenizado. Morte acidental e invalidez total pelo mesmo acidente não se acumulam: se a morte acontecer depois de uma indenização por invalidez, o valor já pago é descontado.
Invalidez permanente ou afastamento temporário: qual seguro cobre cada um?
São riscos diferentes e coberturas diferentes. A invalidez permanente por acidente é coberta pelo seguro de acidentes pessoais, que paga uma indenização única. O afastamento temporário, em que você se recupera e volta a trabalhar, é coberto por uma diária por incapacidade temporária (DIT), como a Proteção de Renda, que paga a partir do 11º dia de afastamento, por até 365 dias, e não cobre invalidez permanente.
| Situação | Proteção Pessoal (acidentes pessoais) | Proteção de Renda (DIT) |
|---|---|---|
| Fratura que consolida sem sequela, 45 dias parado | Não paga | Paga diárias do 11º ao 45º dia |
| Fratura que deixa sequela permanente | Paga o percentual da tabela | Paga diárias enquanto durar o afastamento temporário |
| Afastamento por doença | Não cobre | Cobre, após 30 dias de carência e respeitadas as exclusões |
Para entender quais situações contam como acidente, leia o que é acidente pessoal.
Como pedir a indenização por invalidez: documentos e prazos
O processo segue as Condições Gerais da Tokio Marine, e o time da Hero acompanha o cliente durante o acionamento.
- Comunique o acidente à seguradora assim que possível, pela central de atendimento, pelo portal ou pelo site da Tokio Marine.
- Preencha o aviso de sinistro e informe os dados bancários em seu nome.
- Reúna os documentos listados abaixo.
- Aguarde a análise. A seguradora pode pedir exame próprio para confirmar o grau da invalidez.
| Tipo de cópia | Documentos para invalidez permanente por acidente |
|---|---|
| Cópia simples | Documento de identidade, CPF e comprovante de residência do mês do evento; comprovante de pagamento do seguro no período; CNH, se o acidente foi com veículo e você dirigia; exames que comprovem o diagnóstico; prontuário médico completo, do primeiro atendimento ao último tratamento |
| Cópia autenticada | Boletim de ocorrência; comunicação de acidente de trabalho (CAT), quando o acidente aconteceu no trabalho; laudo do IML, quando houver |
| Original | Relatório do médico assistente, feito em consulta presencial, com firma reconhecida, descrevendo a lesão e o grau definitivo da invalidez e confirmando que os tratamentos disponíveis foram esgotados |
Prazo de pagamento: até 30 dias depois da entrega de todos os documentos. Se a seguradora pedir um documento extra, o prazo fica suspenso e volta a correr quando o pedido for atendido. Se o pagamento atrasar, o valor é corrigido pelo IPCA, com multa de 2% e juros legais, conforme as Condições Gerais.
Existe prazo para pedir a indenização?
Sim. As Condições Gerais seguem os prazos do Código Civil. Para o próprio segurado, o prazo para cobrar a seguradora é de 1 ano (artigo 206, §1º, II); para o beneficiário, como a família em caso de morte, é de 3 anos (artigo 206, §3º, IX). Como a invalidez só é definida depois da alta médica definitiva, guarde todos os documentos desde o primeiro atendimento e não deixe o pedido para depois.
Perguntas frequentes
O que é a tabela SUSEP de invalidez?
É a tabela de percentuais por lesão usada para calcular a indenização por invalidez permanente por acidente. Ela veio da Circular SUSEP nº 29/1991 e hoje está nas Condições Gerais de cada seguro.
Quanto o seguro paga pela perda de um dedo?
Depende do dedo. Com capital de R$ 100 mil: polegar, R$ 18 mil a R$ 25 mil; indicador, R$ 15 mil; médio ou mínimo, R$ 12 mil; anular, R$ 9 mil.
Como é calculada a invalidez parcial?
Percentual da tabela × grau de redução da função × capital segurado.
Posso somar várias lesões do mesmo acidente?
Sim, até o limite de 100% do capital. Lesões no mesmo membro não podem passar do percentual da perda total desse membro.
O seguro de acidentes pessoais paga por cicatriz ou perda de dente?
Não. Danos estéticos e perda de dentes não geram indenização por invalidez.
Quem decide o grau da minha invalidez?
O laudo do médico assistente, feito presencialmente após a alta definitiva. A seguradora pode pedir exame próprio para confirmar.
Em quanto tempo a seguradora paga a indenização por invalidez?
Em até 30 dias depois da entrega de todos os documentos necessários.
Invalidez causada por doença entra na tabela?
Não. A tabela SUSEP de invalidez do seguro de acidentes pessoais vale só para lesões causadas por acidente coberto.
A profissão muda o percentual da tabela?
Não. O percentual é o mesmo para qualquer profissão.
Proteja o que você usa para trabalhar
Com a Proteção Pessoal da Hero, você tem até R$ 100 mil por morte acidental ou invalidez permanente por acidente, assistência funeral de até R$ 7 mil e seguro da Tokio Marine, por R$ 14,90 por mês, sem carência. Contrate a Proteção Pessoal.
Fontes: Condições Gerais do Seguro de Acidentes Pessoais Coletivo da Tokio Marine Seguradora (Processo SUSEP nº 005-00306/00, versão outubro/2025), itens 2.1.2, 2.1.2.11 e 2.1.3; Circular SUSEP nº 29/1991 (revogada); regras da Proteção Pessoal (Company Hero).
Conheça as proteções da Hero para PJ: Proteção de Renda | Proteção Pessoal (seguro de acidentes pessoais)


